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Psicólogo online ou presencial: qual escolher?

Psicólogo online ou presencial: qual escolher?

Com a constante revolução tecnológica que vivenciamos na sociedade atual, os celulares, computadores e outros dispositivos se tornaram recorrentes em nosso cotidiano, quase imprescindíveis… e ainda há aqueles que dizem que quem não está conectado sequer existe na sociedade. Após a pandemia, o atendimento online se tornou não só um recurso de sobrevivência da categoria de psicólogos clínicos, mas também uma ferramenta de acessibilidade ao suporte psicológico para a população em um momento de tantas incertezas e inseguranças. De fato, a tecnologia veio para ficar, mas e quanto à psicoterapia? Isso afeta o tratamento?

Online é pior?

Realizar atendimentos psicológicos online não é prejudicial nem menos efetivo ao processo. O importante é o vínculo que você estabelece com seu psicólogo, a dedicação com o processo e sua continuidade. Desde que haja uma boa conexão com a internet e um meio viável de se comunicar com seu psicólogo, não há problema. Mas é importante ressaltar que, mesmo estando no conforto de sua casa ou onde estiver, é valioso, para sua própria segurança e para a continuidade do processo, que você esteja sempre em um ambiente seguro, no qual possa ser preservado o sigilo daquilo que é relatado ao psicólogo, bem como se sentir mais confortável para abordar temas que podem ser sensíveis.

Existe diferenças?

De fato, existem diferenças. Na era da digitalização da vida, pode ocorrer de, gradualmente, irmos perdendo a sensibilidade daquilo dito “vida real” em prol de uma hiperconectividade, tornando-nos, em diversos casos, menos sensíveis a modos de interação cotidiana pré-Instagram, TikTok, Twitter etc., ou até mesmo mais ansiosos, inseguros e inibidos frente a frente com outras pessoas, sentimentos que podem se intensificar principalmente quando falamos de algo que nos afeta intimamente. A psicoterapia online pode viabilizar o conforto de estarmos em um lugar já conhecido por nós e que nos transmite segurança, como, por exemplo, nossa própria casa, auxiliando, assim, a apaziguar nossas ansiedades e/ou dificuldades. Também as telas nos oferecem uma sensação, ainda que ilusória, de segurança e liberdade. No entanto, a experiência presencial preserva a capacidade de constituir laços sociais a partir de experiências não digitais. Trata-se de um espaço no qual é possível constituir vínculo a partir da presença, comportar-se e observar comportamentos, gesticular e perceber gestos, olhar e ser visto, falar, escutar e ser escutado por alguém que está no mesmo cômodo que você. Trata-se de um tipo de relação na qual somos pegos desprevenidos e desprotegidos do conforto da tela e da distância. Isso nos recorda de como somos passíveis de sermos afetados pelo outro e de como isso é importante para nossa vida como seres humanos que convivem em sociedade e partilham de uma língua em comum.

Então, qual escolher?

A que for do seu agrado! Afinal, ambas têm suas vantagens e desvantagens. Não existe uma melhor que a outra. O importante é encontrar uma modalidade que se encaixe na sua rotina, respeite seu tempo, seu desejo e suas preferências. No final das contas, se é do nosso desejo fazermos psicoterapia, que seja uma experiência confortável, apesar de todas as durezas que envolvem investigar aquelas questões que guardamos para depois.

Autor do Artigo

Felipe Henrique de Freitas Nery da Hora

Psicólogo(a) cadastrado(a) no PsicoBrasil

Muito prazer, me chamo Felipe Nery. Sou graduado em Psicologia pela PUC-Campinas e, ao longo da minha formação, tive a oportunidade de atuar na Psicologia Clínica de orientação psi...

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